Descubra agora tudo sobre a inclusão digital e saiba como aplicá-la no seu negócio
Precisamos falar sobre inclusão digital! Não somente sob o aspecto de democratizar a tecnologia e fazer mais pessoas terem acesso à internet, isso é somente o básico sobre esse tema.
Assim, necessitamos tratar também sobre a necessidade e importância de aplicar mais acessibilidade aos conteúdos, fazendo com que todas as pessoas, independente de suas limitações, possam consumir as informações.
O avanço tecnológico abriu muitas portas para a melhoria da sociedade. Hoje temos acesso fácil a várias informações e isso torna mais simples nosso trabalho, busca por notícias, na nossa formação de opinião e forma de ver o mundo.
Mas já parou para pensar que nem todo mundo consegue ter acesso a essas informações da mesma forma? Seja pela diferença social ou pela falta de acessibilidade para quem é idoso ou tem algum tipo de deficiência.
Dentro do cenário de transformação digital, as pessoas e empresas devem desempenhar um papel importante para incentivar a inclusão digital e consequentemente aumentar a democratização das tecnologias digitais e o acesso à informação.
Como você ou sua marca estão preparados para isso? Para atender e oferecer conteúdo de qualidade e relevante é essencial pensar na acessibilidade do conteúdo.
A seguir, vamos explorar melhor o conceito de inclusão digital, como funciona esse processo e como você deve aplicá-lo na sua estratégia de marketing digital. Confira agora!
Inclusão digital: o que é
A Inclusão digital está relacionada à democratização do acesso às tecnologias da informação, permitindo a inserção de todos na sociedade do conhecimento. É um tema amplo, mas que deve ser entendido como uma extensão natural do movimento de inclusão, para o ambiente digital.
E é muito mais que pensar em pessoas com alguma deficiência. O cenário abrange também pessoas com dificuldade em enxergar, idosos e pessoas com baixo letramento.
São três pontos básicos para a inclusão digital: dispositivo para conexão, acesso à rede e domínio das ferramentas. Somado a isso, e tão importante quanto, está a acessibilidade.
De acordo com o levantamento The Inclusive Internet, realizado pela The Economist Inteligence Unit em parceria com o Facebook, o Brasil está em 31º lugar geral sobre o nível de Internet inclusiva. É uma posição bem melhor comparando o 78º que ocupávamos em 2016, mas ainda temos muito que melhorar.
Como incentivo à acessibilidade digital, o Brasil tem a Lei nº 13.146, sancionada em 2015.
Ela determina, no artigo 63 que todos os sites “mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo” devem ser acessíveis “para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente”.
Importância da inclusão digital
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE 2010), 6,7% da população brasileira tem algum tipo de deficiência. Isso inclui deficiência auditiva, visual, física e intelectual. Mas eles não são os únicos que precisam de inclusão digital.
No Brasil, o número de idosos não para de crescer. Já são mais de 30,2 milhões de pessoas com mais de 60 anos no país.
É um erro achar que essas pessoas não usam computador e celular para consumir informação e se entreter. Pior ainda considerar que esse público não pode ser um consumidor em potencial.
Quando não enxergamos a dor e a causa do outro, estamos deixando passar a oportunidade de crescer enquanto pessoas e sociedade. Sem falar que enquanto empresa, perdemos muitas oportunidades de novos negócios.
Afinal, com a inclusão digital é possível alcançar a parcela da população antes “esquecida”, levando a marca para quem antes não tinha acesso.
Acessibilidade digital é vital para a construção da marca
Uma marca forte é construída de pessoas para pessoas. Por isso, é cada vez mais importante que a acessibilidade seja parte estratégica de branding e marketing digital. Oferecer experiências acessíveis no site e redes sociais oferece à uma marca, boas oportunidades:
- Demonstra verdadeiro compromisso com a inclusão digital;
- Aumenta o público e audiência;
- Permite que mais clientes tenham experiências positivas com a marca;
- Mais lealdade e recomendações, tanto para conhecidos, como nas redes sociais;
- Melhoria do SEO e do rankeamento nos motores de busca.
Crie conteúdos acessíveis
Para fazer isso é necessário entender o que são tecnologias assistivas!
Quando uma pessoa tem algum tipo de limitação ela utiliza tecnologias assistivas variadas para executarem tarefas.
Deficientes visuais, por exemplo, navegam com auxílio de softwares que fazem a leitura da tela, narrando o conteúdo da página.
Libras é um recurso para pessoas com deficiência auditiva. Pessoas com limitações motoras severas comandam a navegação por voz, pelos olhos ou pela boca.É fundamental conhecer e entender as tecnologias assistivas para produzir seus conteúdos.
4 dicas para aplicar a inclusão digital
Agora que já esclarecemos a você o que é acessibilidade digital e qual a importância (e necessidade) de investir cada vez mais na inclusão digital, podemos partir para o próximo passo.
Separamos aqui algumas dicas e boas práticas de conteúdo e design acessíveis que você pode adotar no seu dia a dia. Confira!
1. Cuidado com as imagens
Publicações nas redes sociais são sempre recheadas de imagens. Ao criar esse tipo de conteúdo é importante pensar, também, nas pessoas que usam aplicativos de leitura de tela. Essas ferramentas leem quase tudo que aparece na tela, exceto imagens.
Por isso, além da criatividade na arte ou legenda dos posts, vale incluir as hashtags #PraCegoVer ou #PraTodosVerem seguidas da descrição da imagem.
2. Links, ícones e CTAs
O call-to-action é fundamental no marketing digital. Portanto, não se esqueça de também torná-lo acessível para que todos recebam o convite à ação. Experimente usar “preencher o formulário” ao invés de “clique aqui”.
A recomendação vale para os títulos e links. Quanto mais você detalhar e especificar a informação, melhor.
3. Use legendas nos vídeos e animações
Se você não tem esse hábito, vale a pena começar agora. Inclua legendas com contraste, audiodescrição e libras nesses tipos de conteúdo.
Isso ajuda a acabar com barreiras, dando mais acessibilidade às pessoas surdas ou ensurdecidas.
Sem falar que dessa forma você se comunica melhor com quem assiste vídeos sem áudio, que segundo o Facebook, corresponde a 85% dos seus usuários.
4. Atenção à acessibilidade para estruturar os conteúdos
A forma como você organiza a estrutura e o fluxo das informações no texto impacta de forma diferente as pessoas com deficiência intelectual, as que usam leitor de tela e as que navegam pelo mobile. Por isso, fique atento à formatação para deixar a informação acessível para esses públicos. Veja algumas dicas:
- Fontes serifadas, cursivas e fantasia, são mais difíceis de serem lidas;
- Voz passiva, parágrafos com muitas linhas, frases muito longas e figuras de linguagem são barreiras para a compreensão do texto;
- Blocos justificados podem prejudicar a leitura por causa dos espaços desiguais entre as palavras. Prefira alinhar os textos à esquerda;
- Prefira sempre pelo contraste e pela visibilidade. Se tiver dúvidas, existem alguns testadores de contraste gratuitos que podem ajudar;
- Em relação às cores, utilize os tons simples e que garantam bom contraste;
- Mas não confie apenas nas cores para passar alguma informação. Aposte na combinação de elementos: ícones, formas e cores.
Gostou das dicas de acessibilidade digital? Então comece a colocar em prática hoje mesmo e promova a inclusão digital para todos!












